Crítica | Nostalgia

“Intenso, realista e tocante!” (📷Bleecker Street)

Drama dirigido por Mark Pellington (2018), estrelado por Hugo Armstrong, Ellen Burstyn, Catherine Keener, Annalise Basso, Jon Hamm e John Ortiz. A trama conta várias histórias que, de alguma forma, se conectam, tendo a perda de um ente querido em comum. A relação com os objetos materiais daqueles que faleceram é trabalhada de maneira intensa, explorando todos os sentimentos da relação entre as pessoas, quando ainda vivas, e como as que ficaram se sustentam com tamanha perda. É um enredo bastante denso, onde os sentimentos e as atitudes de sofrimento são mostradas intensamente. Cada estágio da dor é apresentada sem excessos, detalhada, justamente para que se consiga compreender como aquilo se inicia e acompanhar todo o processo até a aceitação.

📷Bleecker Street

O longa já se inicia com uma conversa entre Daniel (Ortiz), que trabalha avaliando objetos antigos, e uma garçonete, elogiando-a quanto ao seu colar, o que faz com que a moça o diga que era de sua avó. Com isso, a moça comenta sobre algumas outras recordações que o colar e outros adereços a trazem, situando muito bem sobre do que se tratará as próximas cenas.

Uma filha, afastada de seu pai, pede para que Daniel (Ortiz) vá até o encontro dele para avaliar o que tem na casa. Durante a visita, em meio a tantos objetos de família, como fotos, câmeras e livros fica nítido que o valor de tantos objetos materiais não se compara com o valor de toda uma vida.

📷Bleecker Street

Helen (Burstyn) perdeu quase tudo após um incêndio em sua casa, restando apenas alguns poucos objetos e muitas lembranças. Com o ocorrido muda-se para a casa de seu filho, que se solidariza vendo como sua mãe esta. Helen não se sente à vontade com a situação, principalmente porque para ela ninguém consegue compreender a dimensão de toda sua perda. Decide vender um de seus objetos mais valiosos, uma bola de beisebol que era de seu marido. Mesmo relutante por guardar tantas lembranças com aquele objeto ela entra em contato com um comprador, Will (Hamm), quem escuta toda a história de Helen (Burstyn) e compra a bola. Depois da compra ele viaja até a casa de seus falecidos pais, para fazer a limpeza da casa com sua irmã, Donna (Keener), selecionando os objetos que irá guardar, vender e se desfazer. Desde quando entram na casa até a retirada de tudo a sensação de nostalgia é trabalhada a todo o momento, nas cenas com o enquadramento nos cômodos da casa e nos móveis, até nas conversas entre os irmãos. Essas partes acabam servindo como preparação para o drama ainda maior que viria em seguida, possibilitando uma crescente de sofrimento ao longo do filme. Dentro da categoria no qual é classificado, sem dúvidas esta é uma daquelas preciosidades que todos precisariam assistir. Intenso, realista e tocante.

 

 

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Júlia Tezza

Amante da literatura e da sétima arte.

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