Cine PE 2018 | Rodrigo Santoro fala sobre a carreira em coletiva de imprensa

Rodrigo Santoro respondeu perguntas sobre os bastidores de alguns filmes. (📷 Rodrigo Souto Maior / Divulgação)

RECIFE – Assim que aterrissou em Recife, Rodrigo Santoro participou de uma coletiva de imprensa, organizada pela produção do Cine PE – Festival Audiovisual, marcada para às 17h30, no Nobile Suítes Executive, em Boa Viagem, na zona sul do Recife, na tarde deste sábado (02/06). Um dos homenageados da 22ª edição do evento, Santoro esteve pela primeira vez no festival em 2001, ano em que foi agraciado com o prêmio de “Melhor Ator” por sua performance no elogiado Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky. Em 2007, o astro retornou ao Cine PE, dessa vez representando o drama brasileiro Não Por Acaso, escrito e dirigido por Philippe Barcinski. Desta vez, Santoro desembarcou no Recife para receber a honraria máxima do festival, o “Troféu Calunga de Ouro”, prêmio comemorativo de sua carreira no cinema.


Bastante calmo, com voz mansa, e estudando cada palavra que sairá da sua boca, Rodrigo participou do debate com jornalistas, fãs e produtores do audiovisual durante cerca de uma hora. A conversa girou em torno de sua carreira, novos projetos e bastidores das filmagens em Hollywood. Lembrado de quando pediu afastamento da novela Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, para se lançar na carreira internacional, após três sucessos consecutivos no cinema – o próprio Bicho de Sete Cabeças, Abril Despedaçado, de Walter Salles, e Carandiru, de Hector Babenco -, Rodrigo explicou que tudo foi uma questão circunstancial. “Em nenhum momento foi uma decisão pensada porque eu queria fazer sucesso no exterior. Eu não saí com uma mochila nas costas dizendo ‘Vou para Hollywood’, até mesmo porque eu estava em um momento realmente fértil da minha carreira aqui. Não me faltava nada para eu ter que buscar fora, as coisas aconteceram e me levaram até ali”, esclareceu em resposta a pergunta de uma jornalista.


Em outro momento de destaque do bate-papo, Santoro contou sobre os bastidores de um filme que descreveu como um dos trabalhos mais difíceis de seu currículo, o americano 300,de Zack Snyder. “Eu chegava no set e éramos eu, o diretor, a equipe de filmagem e produção, e um estúdio cheio de paredes verdes (Chroma Key). Eu contracenava com uma fita crepe no chão, ou, sei lá, com a sandália de alguém. Tudo o que vocês viram no cinema foi montado na pós-produção. Se tinha uma cena em que o Xerxes (vilão do filme) estava falando com outro personagem, tinha um ponto no meu ouvido, com alguém lendo o texto do outro ator, e eu precisava fingir que ele estava ali”, lembrou.


Após a conversa, Rodrigo Rodrigo Santoro participou de uma sessão de fotos com a imprensa e fãs. O astro fez questão de chegar ao Cinema São Luiz, onde estão acontecendo as mostras de curtas e longas-metragens, antes do início da programação. Em seu discurso de agradecimento pela homenagem, o ator começou parabenizando os curtas exibidos durante a noite: “Como é bom assistir curta-metragem”.

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , ,


Alyson Fonseca

É um grande e verdadeiro apreciador da sétima arte.

© 2018 Cinerama Clube.

Todos os direitos reservados.

CONTATO | ANUNCIE

Developed By: Vedrak Devs

"O cinema é um modo divino de contar a vida"